17/3/2015 – 17º Sessão Ordinária

Boa tarde a todos.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, imprensa, servidores, infelizmente, no último sábado, mais um policial militar acabou sendo sacrificado em nome da violência que se prolifera em Brasília e no Brasil. Uma família foi destruída em nome da violência, das leis ineficientes de combate à criminalidade, da impunidade, da falta de diálogo. Isso, nós, Parlamentares, não podemos deixar que aconteça novamente.

Como amplamente foi divulgado pela imprensa, no último sábado, o Sargento Reinaldo Francisco Vieira saiu para trabalhar, para ganhar o sustento da sua família e não voltou mais para casa. É muito triste, é uma História lamentável. Pior: o Sargento Reinaldo Francisco foi vítima de um assassino reincidente. É um absurdo essa história. O assassino já havia tirado a vida de três outras pessoas, ou seja, ele já havia destruído, Deputado Prof. Reginaldo Veras, três outras famílias. O criminoso estava sob liberdade provisória. Havia em sua vida três assassinatos, cometidos entre 1994, 1999 e 2006. Ele ameaçou a esposa por diversas vezes, segundo relato. E, no sábado passado, mais uma vez agredindo a esposa, esse criminoso recebeu o policial a tiros.

Resultado: a mulher foi baleada no braço, e o sargento Reinaldo morreu.

É um caso, meus amigos, de agressão à mulher, de agressão à sociedade brasiliense, de agressão às leis deste país e, principalmente, de agressão ao Estado, na ocasião representado pelo Policial Militar. Nossa polícia não pode ficar acuada, Deputado Dr. Michel, à mercê de bandidos impunes, criminosos assassinos julgados e condenados.

Então eu pergunto: onde nós estamos errando? Será que nossas leis estão muito brandas, ineficientes? Será que nosso sistema prisional está falido ou a criminalidade é resultado, cada vez mais, da impunidade em todos os cantos deste país? Eu respondo que seria um pouco de tudo isso. Infelizmente, numa sociedade à beira do colapso, muitas vezes, não se paga pelo mal que se faz.

Trata-se da falência social resultado da falta de valores éticos, valores humanitários, valores sociais fundamentais para o convívio entre homens e mulheres neste país. E – por que não dizer – falta de Deus. Está faltando amor de Deus e justiça no coração das pessoas. É deplorável ver o nível a que chegamos. Falta humanidade, falta acreditar no Estado e em suas leis.

Falta criar mecanismos de combate à corrupção e à impunidade. Quanto ao sargento Reinaldo e sua família, ninguém pode fazer mais nada. Além de matar um pai de família, esse assassino tirou duas crianças pequenas do convívio paterno. Destruiu uma família. A nós só resta orar bastante para que esses pequeninos sigam sua vida em paz mesmo sem a presença do pai.

No entanto, eu quero assumir a tutela dessa família quanto ao acompanhamento e fiscalização do que cabe ao Estado. Eu mesma vou acompanhar junto à Polícia Militar todo o processo para que a família do Sargento Reinaldo receba todas as indenizações e direitos que o GDF lhe deve. Infelizmente, o sargento Reinaldo morreu como herói, no exercício do seu dever, mas não podemos deixar morrer a sua história.

Nossa polícia não pode ficar assim nas mãos de bandidos. Sou a favor das penalidades mais fortes, de um sistema prisional eficiente que coloque criminosos trabalhando para o Estado e para a sociedade. Não dá para soltar no convívio social bandidos reincidentes. Sou a favor de transformar em crime hediondo todos aqueles atentados cometidos contra policiais. Temos de fortalecer a ação policial.

Assim, tenho certeza de que diminuiremos a criminalidade neste país. Quero dizer aqui que vou encaminhar, nos próximos dias, uma indicação ao comando da Polícia Militar do Distrito Federal pedindo que o comandante crie uma galeria de heróis da Polícia Militar do Distrito Federal, uma honraria para todos os militares que morreram no exercício do seu dever profissional.

A galeria também servirá para mantermos a história desses heróis viva, para que não esqueçamos que a sociedade tem que lutar para defender aqueles que todos os dias trabalham defendendo-a.

Era o que eu tinha a dizer no momento.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

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Publicado em 19/09/2017

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